México é o país com mais cidades no ranking da violência

Mundo
08
ABR
2019

México passa Brasil e é o país com mais cidades em ranking sobre violência

 

Tijuana, no norte do México, foi considerada a cidade mais violenta do mundo em 2018, seguida de Acapulco, também no país, e Caracas, capital da Venezuela. Já o México ultrapassou o Brasil e agora é o país com o maior número de cidades em um ranking que avalia quais são 50 áreas urbanas mais violentas do mundo.

 

O levantamento, produzido pela organização Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal do México, foi divulgado nesta terça-feira e considera cidades com mais de 300 mil habitantes. Tijuana, no norte do México, foi considerada a cidade mais violenta do mundo em 2018, seguida de Acapulco, também no país, e Caracas, capital da Venezuela.

 

O “top-10” do ranking é completado por Ciudad Victoria, Ciudad Juárez, Irapuato, todas no México, Guayana, na Venezuela, Natal e Fortaleza, no Brasil e Ciudad Bolívar, também na Venezuela. Segundo o relatório, Tijuana teve uma taxa de homicídio de 138,26 por 100 mil habitantes. E, pelo segundo ano consecutivo, uma cidade mexicana lidera a lista das áreas urbanas mais violentas do mundo.

 

No total, 15 cidades do México estão entre as 50 da lista, levando o país a ultrapassar o Brasil na liderança do ranking. A ONG diz que a violência no México é provocada pelas guerras entre integrantes do crime organizado. São cidades como exemplo as cidades de La Paz e Los Cabos, que estavam nos primeiros lugares do ranking em 2017. Com a vitória de uma das facções rivais, os índices de homicídios nos dois municípios caíram drasticamente.

 

Dentro das 50 cidades mais violentas, 42 estão na América Latina. A Colômbia é o destaque positivo da relação. Com violência urbana cada vez menor, o país só tem dos munícios na lista: Cali e Palmira. No entanto, a ONG afirma que o problema se mantém em zonas ruais. No caso da Venezuela, a ONG destacou uma dificuldade cada vez maior de contabilizar a magnitude da violência no país.

 

“Nos últimos anos, sobretudo em 2018, enfrentamos um novo fenômeno que expressa a crise muito grave que a Venezuela enfrenta em todos os setores: a crescente incapacidade de contar seus mortos”, afirmou o relatório.

 

Fonte: Exame

Artigo postado no dia 08 de abril de 2019, em Mundo.

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