Baiano vai ao Mundial de vela que o estado não se classificava há 23 anos

Esporte
13
JUL
2017

Bernardo faz seus primeiros treinos no mar de Pattaya, onde disputa o Mundial

 

O velejador Bernardo Peixoto, de 15 anos, será o primeiro baiano competindo em um Mundial da classe optmist depois de uma longa ausência da Bahia no evento.

 

A participação dele é histórica, já que há 23 anos o estado não classifica um representante nessa modalidade para participar da competição internacional.

 

Bernardo vai quebrar esse longo 'jejum' da Bahia fora do Mundial na madrugada desta quarta-feira, 12 (pelo horário do Brasil), quando estará estreando no Mundial da Tailândia 2017.

 

Outros quatro brasileiros formam o time de vela do país, da classe optmist. São eles os velejadores cariocas Luiz Otávio e Leonardo Crespo, o paulista Nicolas Bernal e a pernambucana Marina da Fonte.

 

O Mundial da Tailândia, país que tem um fuso-horário de 10 horas em relação ao Brasil, vai ser disputado até o dia 21 de julho. As provas desse evento internacional começam na madrugada de hoje, no horário do Brasil.

 

 

Na vela desde cedo

 

Segundo contou a arquiteta Mila Peixoto, que é mãe do velejador baiano, ele sobe a bordo de um veleiro desde criança. Na época ia velejar com o avô, Fernando Peixoto.

 

Com o incentivo dado pelo avô, o jovem atleta acabou tomando gosto pelo esporte. Bernardo conta ter passado muitos momentos de sua infância a bordo de veleiros.

 

Foi assim que chegou à classe optimist, a qual vem se dedicando nos últimos três anos.

 

Nestas duas últimas semanas antes do Mundial, Bernardo comeu pouco para não chegar pesado nas regatas

 

 

MIla Peixoto

 

Tipo de barco

 

As características gerais da embarcação traz algumas imposições à classe optmist: Para começar, cada barco mede 2,34 m de comprimento por 1,13 m de largura e pesa apenas 35 kg.

 

A configuração dos pequenos veleiros da classe optmist só permite atletas menores com idades entre os sete e 15 anos, desde que pesem no máximo 65 kg.

 

Por conta de sua estatura começar a fugir do padrão e a idade estar no limite, Bernardo deverá se despedir este ano dessa classe da vela e migrar para outra.

 

Com 57 kg, ele é considerado 'pesado' para uma classe disputada por meninos que têm em média 35 a 40 kg.

 

“Nestas duas últimas semanas antes do Mundial, Bernardo comeu pouco para não chegar pesado nas regatas”, revelou Mila, ao falar sobre o empenho do filho na busca de medalhas.

 

Nas regatas da classe optmist, quanto mais leve o tripulante mais rapidamente ele se movimentará em relação aos atletas mais pesados, principamente havendo vento fraco.

 

 

Rigor na dieta

 

Para não correr risco de chegar à Taílândia ainda mais pesado, o velejador imitou um boxeador que está obrigado a não ultrapassar o peso máximo na hora da pesagem exigida pela sua categoria.

 

“Nas últimas duas semanas meu filho deixou também de fazer exercícios na academia para não ganhar músculos. Porque músculo é peso”, explicou a mãe.

 

Bernardo embarcou para a Papaia, na Tailândia, no dia 7 de julho. A viagem durou "duas noites e um dia", segundo o velejador, que treina e representa o Yacht Clube da Bahia, na Barra.

 

Ele viajou com duas incumbências relacionadas ao Mundial e à educação. A que já é certa e integra sua rotina desde que virou atleta é, na volta, atualizar os estudos no Colégio Sarte da Graça.

 

Isso inclui uma eventual segunda chamada de prova. A outra, pela qual torce toda sua família e ele próprio, é trazer na mochila uma medalha histórica para a Bahia.

 

 

Serviço

 

Assista às regatas do Mundial, ao vivo, no endereço

 

https://www.facebook.com/OptimistWorldChampionship2017

 

 

Fonte: A TARDE

Artigo postado no dia 13 de julho de 2017, em Esporte.

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