Final de ano e novo descaso com questões de saúde pública implica em aflição para muitos

Política
21
DEZ
2016

Ao longo das últimas décadas a sociedade contemporânea tem acompanhado a situação da saúde pública no Brasil. A realidade demonstra que milhares de pessoas, por todo o Brasil, são abandonadas pelo Estado, espalhadas pelos corredores dos hospitais, no chão, sem tratamento médico, óbitos ocorrem devido à ausência de medicamentos, infecções, falta de recursos, carência de profissionais especializados, equipamentos obsoletos ou abandonados e inexistência de ambulâncias.


Neste contexto, a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal violam a dignidade da pessoa humana, fundamento expresso na Constituição da República Federativa do Brasil, positivada no artigo 1º, inciso III, deixam de cumprir os objetivos fundamentais expressos em seu artigo 3º, pertinentes à sociedade livre, justa e solidária, não erradicam a pobreza e a marginalização, não reduzem as desigualdades sociais e regionais e por fim não promovem o bem de todos.


O direito à saúde esta tutelado na Constituição Federal, em seus artigos 6º e 196 deve ser efetivado por meio da integralidade de assistência: diretriz prevista no artigo 198, inciso II, da Constituição Federal e o princípio expresso no artigo 7º, inciso II, da Lei 8.080 de 1990.

 

Na cidade de Esplanada-BA, em pleno final de ano, a situação não é diferente. Recentemente, nos deparamos com um aumento do número de mãos que utilizam-se de redes sociais para protestar contra essa situação (descaso). Desesperadas e com toda a razão, são obrigadas a assistir as falhas, do Estado ao município, enquanto entes do Estado maior, quanto à providências que deveriam ser tomadas para prover aos cidadãos a mínima dignidade nas questões de saúde.

 

Assistiu-se, hoje, no programa da Rede Bahia - BMD o desespero de cidadãos em busca do atendimento público de direito. Entre as pessoas consultadas pela equipe de reportagem estavam gestantes que estão sendo submetidas à um tratamento desumano. Elas estão sendo medicadas suscessivamente para evitar o parto, mesmo estando elas gestantes a nove meses, perdendo líquido... pouco importa! isto, pelo motivo alegado de que os médicos não receberam seus salários. E o que já era ruim, no final de ano, piorou. Com isto, fica clara a desumanidade pois, desse modo, ameaçam a integridade, as vidas dos filhos prontos que elas, por incompetência do Estado, ainda são obrigadas a carregar em seus ventres, a todo custo, a base forçada de medicamentos.

 

Aqui, em Esplanada-BA, hoje, também assistiuj-se a mães postando termos de desespero e protestos, em repúdio, como o exemplo da mãe que postou uma foto de sua filha com sangramento na região da cabeça. Postou pois, segundo ela, não teve o devido o amparo - o seu direito à saúde, provido pelo Estado / pelo município.

 

A situação é triste! Mais do que nunca, precisamos nos unir pois, o futuro de nosso Estado, de nosso município, enfim, do nosso futuro comum, depende de nossas atitudes frente à tal situação.

 

Deve-se observar e procurar tomar atitudes que deem uma basta nisto. Estamos no limite! É por conta desse, que  vidas se perdem, mesmo que o pior seja algo - humanamente - evitável. Há também outros que servem à tal descaso. De fato, ninguém merece!

 

Este é um bom momento para questionar: para onde está indo a arrecadação colhida do povo, das empresas, verbas direcionadas à saúde ?

 

Isto é uma tremenda injustiça com o povo!

 

(Fonte: EP Web com Âmbito Jurídico)

Postado em: Política Nº de Views: 114 Comentários: 0
Prezado leitor, comentários postados, aqui, são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores. No entando, caso depare-se com algo que entenda atentar contra direito ou violar um dos termos de uso deste site, denuncie. Caso queira saber mais, leia os termos de uso do site.

Deixe seu comentário